EFEITO DE PLANTAS LEGUMINOSAS SOBRE with PRATYLENCHUS ZEAE E HELICOTYLENCHUS DIHYSTERA EM SOLOS NATURALMENTE INFESTADOS [EFFECT OF LEGUMINOUS PLANTS ON PRATYLENCHUS ZEAE AND HELICOTYLENCHUS DIHYSTERA IN NATURALLY INFESTED SOILS]

Luciana Villanova Obici, Claudia R. Dias-Arieira, Elcio Silvério Klosowski, Lais Fernanda Fontana, Tatiana Pagan Loeiro da Cunha, Simone de Melo Santana, Fabio Biela

Abstract


Obici, L. V., C. R. Dias-Arieira, E. S. Klosowski, L. F. Fontana, T. P. L. Cunha, S. M. Santana and F. Biela. 2011. Effect of leguminous plants on Pratylenchus zeae and Helicotylenchus dihystera in naturally infested soils. Nematropica 41:215-222. The aim of this study was to evaluate Arachis pintoi, Canavalia ensiformis and Stylosanthes Campo Grande legumes cultivation over nematodes in naturally infested soils with a history of sugarcane crop. For this, naturally infested silt loam and clay loam soils were distributed into pots where two maize seedlings were transplanted to facilitate nematode multiplication. After 60 days, plants aerial part was discarded and initial nematode population determined by assessing nematodes number (in the soil and roots). Legume seedlings were transplanted into the pots for 3 or 4 months and analyzed again. Maize was used as susceptible control. Finally, two sugarcane seedlings were transplanted into each pot to assess the residual effect of the plants on nematodes in soil, by using the same parameters. Pratylenchus zeae and Helicotylenchus dihystera were present in analyzed samples. The results obtained showed that, regardless of soil type and cultivation time in pots, the three legume species were efficient for reducing P. zeae, with an outstanding effect even after 120 days of subsequent sugarcane cultivation. Canavalia ensiformis allowed increase of H. dihystera population, whereas the other legumes caused its reduction. The conducted work indicates that the three tested legumes may be used for P. zeae control. However, more studies need to be performed in relation to its effect, and in particular for C. ensiformis, over H. dihystera.

Obici, L. V., C. R. Dias-Arieira, E. S. Klosowski, L. F. Fontana, T. P. L. Cunha, S. M. Santana e F. Biela. 2011. Efeito de plantas leguminosas sobre Pratylenchus zeae e Helicotylenchus dihystera em solos naturalmente infestados. Nematropica 41:215-222. O presente estudo foi realizado com o objetivo de avaliar o cultivo das leguminosas Arachis pintoi, Canavalia ensiformis e Stylosanthes Campo Grande sobre os nematoides em solos naturalmente infestados com histórico de cultivo de cana-de-açúcar. Para isto, um solo franco siltoso e um solo franco argiloso, naturalmente infestados, foram distribuídos em vasos, nos quais foram transplantadas duas plântulas de milho, para possibilitar a multiplicação dos nematoides. Após 60 dias, a parte aérea das plantas foi descartada e determinou-se a população inicial, por contagem dos nematoides (no solo e raízes). Plântulas das leguminosas foram transplantadas para vasos, onde permaneceram durante três ou quatro meses, avaliando-se novamente as populações de nematoides. Foi utilizado milho como testemunha suscetível. Por fim foram transplantadas duas plântulas de cana-deaçúcar para cada vaso, com o intuito de avaliar o efeito residual das leguminosas sobre os nematoides no solo, analisando-se os mesmos parâmetros. Nas amostras avaliadas registrou-se a presença de Pratylenchus zeae e Helicotylenchus dihystera. Os resultados obtidos mostraram que, independente do tipo de solo e do tempo de cultivo, as três espécies de leguminosas foram eficientes na redução de P. zeae, com efeito ainda pronunciado após 120 dias do cultivo subsequente da cana-de-açúcar. Canavalia ensiformis possibilitou o aumento populacional de H. dihystera, enquanto as outras duas leguminosas promoveram a sua redução. O trabalho realizado permitiu concluir que as três leguminosas testadas poderão ser utilizadas no controle de P. zeae. No entanto, mais estudos terão que ser realizados relativamente ao seu efeito, e em particular de C. ensiformis, sobre H. dihystera.

Full Text:

PDF