AGGRESSIVENESS OF PRATYLENCHUS BRACHYURUS TO SUGARCANE, COMPARED WITH KEY NEMATODE P. ZEAE [AGRESSIVIDADE DE P. BRACHYURUS À CANA-DE-AÇÚCAR, COMPARADA AO DO NEMATOIDE-CHAVE P. ZEAE]

Bruno Flávio Figueiredo Barbosa, Jaime Maia dos Santos, José Carlos Barbosa, Pedro Luiz Martins Soares, Anderson Robert Ruas, Rafael Bernal de Carvalho

Abstract


Pratylenchus zeae, Meloidogyne javanica and M. incognita are considered key species of nematodes in sugarcane in Brazil, but P. brachyurus is also frequently found. This study was conducted to determine the aggressiveness of P. brachyurus compared with P. zeae to sugarcane. Plants were grown in pots (100 L) in an open area with initial inoculation of 10, 100, 1,000, 10,000 and 100,000/plant for P. brachyurus and P. zeae. The nematode inocula were from in vitro, carrot-cylinder cultures. Sampling was performed every 60 days until 300 days after inoculation. At harvest, we evaluated the population dynamics of the nematodes and plant growth characteristics. The population for the initial levels of 10 and 100,000 specimens/plant, for P. brachyurus and P. zeae at 300 days after inoculation were similar. This fact shows that, upon detection of nematodes in a certain place during the planting of sugarcane, the ratoon on this area should be treated so as to control populations of P. brachyurus and/or P. zeae. The damage caused by the initial population of 10 specimens of P. brachyurus was similar to those of 10.000 specimens of P. zeae. The variety CTC 2 was classified as susceptible to P. zeae and intolerant to P. brachyurus. Compared to the control, the losses as measured by the volume and fresh weight of shoots by the nematode species were 29.82% and 40.34%, respectively. Pratylenchus brachyurus was more aggressive than P. zeae to the CTC 2 sugarcane variety.

Pratylenchus zeae, Meloidogyne javanica e M. incognita são consideradas espécies-chave de nematoides na cana-de-açúcar no Brasil, porém, P. brachyurus é encontrada em amostras provenientes de canaviais de várias localidades. Esse trabalho foi conduzido para averiguar a agressividade de P. brachyurus comparada a de P. zeae à cana-de-açúcar. Foram utilizados vasos (100 L), a céu aberto, com os níveis de inóculo inicial 10, 100, 1.000, 10.000 e 100.000 espécimes/planta, para os dois nematoides, isoladamente, em terra tratada com vapor de caldeira agrícola. O inóculo dos nematoides foi obtido in vitro, em cilindros de cenoura. Foi realizada amostragem prévia e, a cada 60, até 300 dias após as inoculações. Por ocasião do corte, foram realizadas avaliações nematológicas e de caracteres relacionados ao desenvolvimento da cultura. A população para os níveis iniciais de 10 e 100.000 espécimes/planta, tanto para P. brachyurus aos 300 dias quanto P. zeae aos 240 e 300 dias após a inoculação, já se assemelhava, portanto, após o 1º corte, já seria necessário o controle desses nematoides na soqueira. Os danos causados por 10 espécimes de população inicial de P. brachyurus foram semelhantes à de 10.000 espécimes de P. zeae. A variedade CTC 2 foi classificada como suscetível à P. zeae e intolerante à P. brachyurus. As perdas provocadas ao volume estimado e à massa fresca da parte aérea, pelas espécies de nematoide, considerando-se todos os níveis inoculados, foram respectivamente de 29,82% e 40,34%. Pratylenchus brachyurus foi mais agressivo que P. zeae à variedade de cana-de-açúcar CTC 2.

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